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Escuto muito de meus clientes dizendo que estão vivendo em um loop infinito, você sabe o que é isso? Se está há pelo menos 7 anos no mercado se sente assim e vou explicar.

Você subiu alguns degraus na carreira, ganhou experiência e talvez até muito dinheiro, entrou na empresa 1 e ficou por 3 ou 4 anos, percebeu que aquele ambiente era hostil, pessoas que não tinham comprometimento, chefe na posição de comando e controle e lá vai você para a empresa 2, achando que tudo seria diferente, mas nada! Depois a empresa 3 e nada! O problema só mudava de lugar e as coisas continuam assim até hoje…

Aí você, começa a refletir sobre a vida profissional e acha que aquilo não faz mais sentido e quer trocar de papel, posição, mercado ou país, mas como é persistente acha que ainda existe uma luz no fim do túnel. Muitos pensam em abrir um negócio, pois acham que terão flexibilidade, autonomia, mais dinheiro e ficarão longe daquelas pessoas e empresas.

Chegou em um momento que você não sabe mais o que fazer e fica vivendo no modo 5×2 – 5 dias de sofrimento no trabalho e os outros 2 uma vida feliz.

Eu, Reinaldo Gandelini passei por esta situação e sei muito bem o que é viver em um loop infinito.

Só para ter uma ideia da infelicidade dos profissionais no trabalho, uma pesquisa realizada pelo ISMA, diz que 72% dos brasileiros estão insatisfeitos no ambiente de trabalho e não é para menos, quando você não sabe para onde vai, sua vida fica à deriva.

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Por outro lado, se as empresas não proporcionam ambientes adequados e experiências em tratar o funcionário como cliente (consumerization of HR), o risco delas perderem o profissional para o mercado é muito grande e o profissional infeliz, ficará pulando de galho em galho até conseguir encontrar um lugar ao sol, só que infelizmente ele quase nunca encontrará.

Sabemos que existem problemas dos dois lados, começando pelo profissional, que esquece dele mesmo, acha que a empresa deve ser responsável pela carreira, e que consequentemente, não faz reflexões relacionadas aos interesses, às experiências e no que realmente gosta de fazer para depois encontrar um papel ou função no mercado de trabalho, onde possa utilizar e desenvolver os pontos fortes.

E as empresas? O problema já começa na contratação, onde a maioria delas encontram profissionais através de palavras-chave, fazem uma entrevista superficial com o candidato e o contratam se baseando apenas nas qualificações técnicas e outras comportamentais, esquecem de validar valores, motivadores e o conectarem à cultura da companhia. Aí o profissional passa na entrevista e fica feliz por começar uma nova e desafiante jornada, mal sabe ele que ao passar 3 meses começa a viver no loop infinitonovamente.

A contratação de um talento vão além das experiências, competências técnicas e comportamentais. Aspectos como valores, motivadores e cultura precisam ser considerados.

Então qual seria a solução para o encaixe entre profissional e empresa?

As empresas no Brasil têm grandes desafios, pois elas devem criar boas experiências no ambiente de trabalho e para isto precisam entender bem as pessoas que estão ali no dia a dia, quais as reais necessidades, anseios e aspirações desses profissionais.

Em um estudo realizado pela SHRM – Employee Job Satisfaction and egagement: the doors opportunity are open, os grandes motivadores para o profissional continuar na empresa são o balanceamento entre a vida pessoal e trabalho, satisfação com salários, benefícios e oportunidades para crescer na carreira. Proporcionar um clima de respeito, confiança e pertencimento, ou seja, ser parte importante da empresa é fator essencial.

 

Em um outro estudo realizado pela Deloitte, Global Human Capital Trends 2017, 93% das empresas entrevistadas no Brasil consideram importante a experiência do funcionário para sobrevivência da organização, mas ainda é uma aspiração das empresas, pois existe uma dificuldade em encontrar o engajamento com os profissionais.

Tradicionalmente, o departamento de RH possui diversos segmentos, trata questões de engajamento, cultura, reconhecimento, desenvolvimento e carreira como processos separados, ou seja, cada área trabalhando separadamente. Isto dificulta a conexão com o funcionário que tem uma única visão sobre o RH, ele vê tudo como uma coisa só.

Não podemos descartar a grande dificuldade que a empresa tem em transmitir a visão única para todos os departamentos, pois cada líder pode amplificar ou distorcer essa mensagem.

Putz, depois de tudo isso, será que existe boas empresas para trabalhar?

Claro! É bem provável que você encontre uma empresa que faça encaixe com você, neste caso, recomendo que crie uma estratégia.

Veja a diferença, quando o profissional primeiro verifica os recursos internos (pontos fortes, experiências, perfil, valores e motivadores) para depois relacioná-los à necessidade de mercado, ele começa a ter uma visão mais ampla das coisas. O trabalho perfeito ainda não existe, mas você pode encontrar aquele que você sinta-se feliz e satisfeito.

As pessoas podem escolher onde trabalhar e devem fazer isto, obviamente, dentro da realidade. Além das competências técnicas e comportamentais, aspectos como valores, motivadores, cultura, salários e benefícios precisam ser colocados em consideração ao fazer escolhas de uma nova posição no trabalho.

A empresa certa ainda são poucas, pois estamos longe de ter organizações que realmente inspiram profissionais (ainda se falam muito em engajamento). Esta é uma pauta importante para ser discutida e aplicada dentro das organizações.

A imagem representa os fatores que influenciam sua vida dentro do trabalho, este é um modelo importante para as empresas conectarem os funcionários. Vale a pena você avaliar esses aspectos dentro da organização onde trabalha ou onde gostaria de trabalhar:

  1. Como é a interação com os seus colegas de trabalho? Será que você desenvolve o capital social?
  2. Você tem autonomia, se sente parte de algo maior e existe possibilidade para crescimento ou desenvolvimento da carreira? Desenvolve o capital intelectual?
  3. Como é o ambiente de trabalho? Será que está cercado por bons líderes, pessoas que também acreditam na empresa onde trabalham.
  4. Quais os valores da empresa x departamento? Será que estão falando a mesma língua ou existe distorção.

Crédito da imagem à revista Você RH agosto/2017.

E você, profissional que está no loop infinito, é o momento de repensar o que está acontecendo com sua vida. Talvez este seja o momento da mudança, te convido para saber qual o seu nível de satisfação no trabalho. Clique aqui para responder este teste que levará menos de 5 minutos.

Sobre o autor

Reinaldo Gandelini é sócio fundador da ideativeLab, coach formado pela sociedade latino americana de coaching, com 15 anos de experiência no mercado de TI, analista comportamental Apogeo e DiSC. Atualmente, assessora profissionais de tecnologia que precisam de clareza na carreira e utiliza estratégias de LinkedIn para posicionamento de marca pessoal. Reinaldo Gandelini é um empreendedor fascinado por inovação, intraempreendedorismo e acredita no potencial humano.

Até o próximo artigo!

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